O VIOLÃO EM FOCO NO NOVO TRABALHO DE RODRIGO CHENTA E IVAN BARASNEVICIUS

11 maio, 2019
Não há fronteiras e não há limites para a expressão do violão. Aqui o assunto é duo de violões, um formato que, apesar da pouca exposição na mídia tradicional, registrou passagens belíssimas em nossa música instrumental, independente de geração, nas mais variadas abordagens.

O duo formado por Rodrigo Chenta e Ivan Barasnevícius vem mostrando uma originalidade ímpar na nossa música instrumental e agora é parte desta história com o lançamento do belíssimo disco Cedro, colocando o violão como protagonista. Apesar de ambos não serem, na prática, violonistas, são guitarristas, usaram os violões com pegada de guitarra e optaram por tocar de dedos em vez da palheta, sem abrir mão do uso de bends, ligados e ainda com os instrumentos com ação de cordas baixa.

O resultado deste trabalho refletiu a forma como eles realmente tocam, sem a preocupação de tocar o violão na linguagem tradicional de um violonista, principalmente com o violão de 7 cordas que aparece como elemento inovador, inspirando novas ideias, formas e, consequentemente, uma nova direção no processo de composição do duo. O mais curioso é que o violão de 7 cordas sempre está associado ao Choro e suas "baixarias"; aqui seu uso foi direcionado para conduzir novas formas de acompanhamento e ampliar as opções nos graves aplicando afinações da sétima corda em Si e Lá.
Como ambos sempre tiveram a veia da improvisação como linha base dos seus trabalhos e a guitarra como instrumento principal, a inserção de novos elementos, acústicos, só podia resultar em uma música intensa, ao mesmo tempo confortável com passagens melódicas que mantém a atenção do ouvinte por todo o trabalho.
Rodrigo Chenta está canal esquerdo, Ivan Barasnevicius está no canal direito.
Os violões foram gravados em salas separadas - Chenta em uma sala de tamanho grande, Ivan em sala de tamanho médio. Para chegar na sonoridade proposta, foram usados microfones de foco na frente do instrumento entre a boca e a décima segunda corda, um microfone de sala para pegar a reverberação do ambiente e o som de linha dos próprios captadores dos violões, compondo 3 pistas para cada instrumento. 

No repertório, composições autorais.
Rodrigo Chenta assina "Mulher Elegante" e "Água pra Madame", melódicas composições que foram dedicadas para sua esposa; "Sonhos" traz um jogo de improvisação, misturando abordagem livre com passagens escritas em um clima muito particular, um diálogo de acordes e dedilhados; "Riscaram o meu case" retrata um incidente com o case de um de seus instrumentos, cujo sentimento se transformou em música com cordas abafadas e riffs de rock.
Ivan Barasnevicius assina "Voltando de BH" e "Indo para Curitiba", inspiradas em viagens realizadas a trabalho quando sempre leva com ele seus instrumentos, no tempo destas composições foi o violão de 7 cordas o seu companheiro, cuja base dos temas foi estruturada nos mais variados lugares; "As coisas da lógica" retrata um momento de reflexão metafísica, tentando entender o porquê das coisas em paralelo à leitura de um texto do sociólogo Pierre Bourdieu que dissertava sobre as coisas da lógica e a lógica das coisas - aqui o tema traz a afinação da Mizinha em Ré, dando uma atmosfera bastante particular; "Despedida" faz homenagem ao seu saudoso avô, uma belíssima balada cuja melodia, de fato, traz um contexto de nostalgia e saudade.

"Cedro" foi gravado ao vivo por Thiago Lima Diatroptoff e Felipe Souza no Estúdio Baeta em dezembro de 2018. Mixagem e masterização por Pedro Pimentel.

www.rodrigochentaeivanbarasneviciusduo.com

AS CONEXÕES MUSICAIS DO GUITARRISTA BRUNO LARA

25 abril, 2019
Conexões é o décimo sexto disco do guitarrista Bruno Lara. Uma verdadeira jornada para o jovem músico, pós-graduando em Musicoterapia e que acumula prêmios como melhor instrumentista pelo Rio Rock Experience e melhor compositor erudito pela rádio MEC-Nacional.

Um amante incondicional das "stratos", Bruno apresenta 10 composições inéditas com arranjos autorais, sem esconder sua admiração por Frank Zappa e Jeff Beck, inserindo aqui a liberdade nos improvisos que o jazz proporciona de forma tão intensa. Como o próprio músico afirma, é um novo recomeço em sua formação musical, em que enfatiza a improvisação, sua identidade com o instrumento e as pesquisas na área de musicoterapia.

A ideia deste projeto surgiu de um encontro com o som da guitarra de seu vizinho, o também guitarrista Nicholas Martins, que cedeu seu estúdio de gravação para a construção deste trabalho e contribuiu também nos efeitos e texturas. Participam também o baixista Augusto Mattoso, o tecladista Zé Lourenço e o baterista Gabriel Barboza, e conta com as participações especiais dos guitarristas Carlos Café e Rogério Guimarães, do pianista Natan Gomes, do baixista João Gravina e do baterista Gustavo Perez.

O tema título é uma justificativa para a improvisação mais livre, aqui fluiu de forma bem intensa e, como todo tema em ré dórico, permite viagens de diversas formas e Bruno não deixou de expor sua influência por Hendrix e pelo rock progressivo, dando a liberdade do jazz na forma como conduziu o tema; "Hipnose", também gravada ao vivo, é inspirada no tema Black Napkins do Frank Zappa e traz outra grande influência sua - Jeff Beck e seu disco Blow by Blow, aqui fortemente com um clima de blues psicodélico e um toque singular no piano elétrico de Natan Gomes; "Ojik" é um rock progressivo em compasso alternado, 7/8, gravado em multi-track fazendo uso de violões, quebrando um pouco a atmosfera ao vivo e dando um ar mais acústico na sequência do trabalho;
"Abequar (O homem que voa)" traz no título uma palavra em tupi-guarani e foi inspirada por dois guitarristas - Stanley Jordan e Joe Satriani, principalmente pelo uso do tapping, e coloca no repertório uma roupagem mais abrasileirada; "A cura" traz novamente o rock progressivo em foco, aqui com influência de Steve Hacket e também em compasso alternado, 5/8, que, curiosamente, propõem o conceito de math-rock, uma denominação surgida nos anos 80 baseada em rítmicas irregulares;
"Snoopy" faz homenagem ao seu saudoso cão beagle e traz uma atmosfera de country music com pitadas de rock'n'roll, tocada sem palheta usando técnica double-stop com intervalos próximos;
"Ogaiami" tem influência em uma escala japonesa denominada Hirajōshi, de sonoridade bastante particular, e é uma faixa bem experimental, a la Robert Fripp, gravada com violão com a corda sol afinada 1 tom acima;
"Parque da Ruinas" homenageia o local homônimo na cidade do Rio de Janeiro, um tema smooth que traz uma melodia que se repete em alguns trechos, uma abordagem proposta por Hermeto Pascoal de se trabalhar com fragmentos de uma frase que se repete e se modula ao longo do tempo porém com o mesmo motivo rítmico e melódico; "Taurinamente" é uma influência do filme Birdland, protagonizado pelo baterista Antonio Sanchez que faz do instrumento o guia de todo o filme, aqui com uma introdução percussiva e Bruno usando a melodia em chord-melody fazendo citação a Little Wing (Hendrix);
fechando o disco o tema "Conexões Jazz Out Version", uma releitura da faixa título dedicada a 3 guitarristas brazucas - Nelson Faria, Aloysio Neves e Fred Andrade, com a guitarra com som clean, caloroso, caminhando em uma linguagem mais jazzística e focada na improvisação.


"Conexões" foi gravado entre dezembro de 2017 e agosto de 2018, tem direção e produção musical de Bruno Lara, mixagem e masterização por Nicholas Martins. Arte e fotografia de Nelsinho Faria.
O disco está disponível em CD físico, vinil e você também pode ouvi-lo na plataforma Spotify.

www.brunolara.mus.br/conexoes


ALFREDO DIAS GOMES TRAZ UMA PROPOSTA DIFERENTE EM SEU NOVO DISCO "SOLAR"

29 março, 2019
O baterista Alfredo Dias Gomes lança seu décimo primeiro disco solo, Solar,  totalmente autoral e inédito. Uma proposta um tanto diferente dos últimos trabalhos que tinham uma roupagem bem mais jazz-rock.
Aqui, resolveu mostrar, na raiz, como cria suas composições e fez toda a base deste trabalho usando teclados virtuais do ProTools. Basicamente, usou sons de fender rhodes. piano acústico, clavinete e mini moog, além das linhas de baixo usando o fingersbass, fretless e baixo dobrado uma oitava abaixo.
Um convidado muito especial participou ao seu lado neste trabalho como solista, o saxofonista Widor Santiago. Um convite bastante inusitado, pois, quando feito, Alfredo simplesmente disse -"Vai ser só nós dois". Curiosamente, ao final da sessão de gravação, ainda perguntou se não era melhor chamar um baixista, para uma resposta bem sincera e humorada de Widor -
"Cara, nem reparei que não tinha baixista".

Widor, aliás, participou de quase todos os discos de Alfredo Dias Gomes.

No repertório, um tema composto em 1980 a pedido de sua mãe, Janete Clair, para um personagem da novela Coração Alado que recebeu o nome de "Viajante", um baião que também foi gravado por Dominguinhos e que conta sobre um nordestino que veio ganhar a vida no Rio de Janeiro. Nessa época Alfredo tocava na banda do Hermeto Pascoal e estava respirando música brasileira.
O tema título, "Solar", foi composto em 7/4, com pegada pesada de bateria e melodia abrasileirada; "Trilhando" traz o andamento rápido do jazz com um característico walking bass; "Corais" apresenta um lado mais doce e suave, uma balada de melodia bem brasileira; "Smoky" é um jazz com atmosfera bem particular e coloca a bateria participando da melodia, dobrando juntamente com o sax. “El Toreador” foi composta em 1993 para uma trilha sonora de uma peça teatral de mesmo nome, também escrita por sua mãe, e traz tinturas hibéricas, fortemente espanholada; "Alta Tensão" entra no mundo fusion, com clima tenso e com destaque, ao final, para a bateria bem solta e improvisada. Fechando o disco, com nome bem sugestivo, a faixa “Finale”, também na atmosfera fusion, terminando com belo duo de bateria e sax em ritmo de samba.

Solar tem produção de Alfredo Dias Gomes, foi gravado e mixado por Thiago Kropf no ADG Studio e masterizado por Alex Gordon no Abbey Road Studios. A programação visual da capa é da Rec Design.
O disco está disponível em CD físico e nas plataformas digitais Spotify, iTunes e CD Baby.

Divulgação e assessoria de imprensa por Cezanne Comunicação.

O GROOVE DO BAIXISTA JORGE PESCARA

24 março, 2019
O baixista Jorge Pescara apresenta seu terceiro disco solo - Grooves In The Eden, lançado pela gravadora Jazz Station Records em parceria com Fabio Golfetti da Music Magick e distribuição no Brasil pela Tratore.
Este novo trabalho é inspirado na combinação de elementos de jazz, rock, pop, funk, R&B e música brasileira, transcendendo rótulos e estilos, se afirmando como uma fusão única e inovadora. O repertório inclui recriações de clássicos de Freddie Hubbard "Povo", Brecker Brothers "Song For Barry", Beatles "Come Together", Earth Wind & Fire "Brazilian Rhyme" e Deep Purple "Smoke On The Water", além de temas autorais em parcerias com Laudir de Oliveira "MacumBass" e Gaudencio Thiago de Mello "Plato’s Dialogues: Timaeus & Critias". Faz ainda uma homenagem a Bob James na faixa título, assinada pelo saudoso pianista Glauton Campello; e ao trio Azymuth na faixa "Azymuth Men", em especial ao seu fundador José Roberto Bertrami com quem Pescara tocou por mais de 10 anos.

Jorge Pescara toca baixo acústico e elétrico de 5 cordas, upright e piccolo fretless em diversas formações com os guitarristas André Sachs, Claudio Kote, Bernardo Bosisio e Norma Zamboni; os pianistas Glauton Campelo e João Paulo Mendonça; os bateristas Roberto Sallaberry, Claudio Infante, Cesar Machado, Luis Bertoni, David Jeronime e Paulinho Black; o celista italiano Davide Zaccaria; os percussionistas Nilson Dourado, Paulo Kayma, Ricardo Brasil, Gaudêncio Thiago de Melo e Laudir de Oliveira; e as vozes de Benita Michaheles e Carol Lopes.

Você pode adquirir o disco "Grooves in the Eden" pela plataforma Tratore e pode ouvir na plataforma Spotify.
Divulgação e assessoria de imprensa por Cezanne Comunicação.

www.jorgepescara.com.br