PÓ DE CAFÉ QUARTETO

18 outubro, 2015
O grupo paulista Pó de Café Quarteto mostra a força da música instrumental brasileira, sempre criativa e empolgante. Formado por Bruno Barbosa no contrabaixo, Marcelo Toledo no sax, Murilo Barbosa no piano elétrico e Duda Lazarini na bateria, o grupo tem origem no interior de SP, na cidade de Ribeirão Preto, e mesmo fora dos grandes centros vem ganhando reconhecimento pelo excelente trabalho.

Amérika é o segundo álbum do grupo, e, como esclarece o contrabaixista Bruno Barbosa, o gosto pela improvisação não faz disso uma regra, e o quarteto sempre procura reforçar os grooves, as linhas de baixo, os acordes ostinato e os riffs. A adição do piano rhodes nessa sessão, pelas mãos do pianista Murilo Barbosa, deu ao grupo inspiração para buscar novas expressões e novas texturas.
Como convidados, estão o trompetista Rubinho Antunes, que também tocou do álbum de estreia do grupo, e o percussionista Neto Braz. No repertório, 8 composições autorais em um passeio pelo hard-bop, pelo balanço do samba-jazz e pelas texturas latinas.

Amérika

Com a palavra, o contrabaixista Bruno Barbosa, fundador do grupo -

GC: Como se formou o quarteto?
BB: O quarteto se formou em 2008; nós 4 já tínhamos alguns trabalhos em comum e resolvemos nos reunir para estudar jazz. O grupo se consolidou mesmo quando iniciamos o projeto Jazz na Coisa em 2010, onde nos apresentávamos a cada quinze dias, sempre com ótimo público e repertório novo.

GC: A essência do jazz predomina no som do grupo, sem perder a identidade com a música brasileira. Que influências você carrega?
BB: Cada um no grupo traz suas próprias influências e isso é o que define nosso som. Quando temos a oportunidade de gravar um disco, acredito que temos a obrigação de fazer algo novo, contemporâneo. Talvez essa seja a nossa maior essência jazzistica: a busca por uma identidade.

GC: Amérika traz novamente o trompetista Rubinho Antunes como convidado, e incorpora novos elementos como a percussão de Neto Braz e a sonoridade do piano rhodes.  Como você trabalha o processo de criação?
BB: A primeira definição do disco, antes mesmo do repertório, foi a sonoridade e formação - piano rhodes, baixo acústico, bateria, sax tenor, trompete e percussão. Com a inclusão da percussão, a intenção inicial era fazer um disco mais afro-brasileiro. A partir daí foram surgindo as composições, algumas antigas, outras novas. Apesar de sermos 3 os compositores desse disco, eu, Rubinho e Murilo, buscamos sempre uma unidade estética musical e o resultado final foi o “Amérika”, uma referência à musica do continente americano: do jazz dos Estados Unidos, da música afro-cubana, do samba-jazz, do tango, do baião, etc.

Po de Café Quarteto

GC: Diz-se que uma nota certa é como uma semente na composição, e, com ela, o som cresce. Há uma regra para a melodia e o improviso, ou os insights se mostram a melhor prática? 
BB: Todos no grupo gostam muito de improvisar, mas para esse trabalho buscamos nos conter um pouco, justamente para valorizar as composições e não deixar as músicas tão longas. Alguns arranjos deixam o improvisador mais livre e outros são em cima da forma da música. Nos shows a tendência é sempre haver mais espaço para improvisação.

GC: Como adquirir o álbum Amérika?
BB: Enviamos CD e Vinil para qualquer lugar do Brasil.
As encomendas são pelo facebook www.facebook/podecafequarteto. É possível ouvir o álbum nos canais e lojas virtuais como Spotify, Rdio, iTunes, ONErpm, Deezer e Amazon. O CD também está disponível para download gratuito no site do grupo www.podecafequarteto.com

Obrigado Bruno Barbosa, e sucesso.