GIBA BYBLOS: TOMORROW

02 setembro, 2015
O guitarrista Giba Byblos apresenta seu segundo álbum, Tomorrow, um retrato de histórias reais e fictícias, compiladas em 10 composições. Um convidado muito ilustre está presente neste trabalho, o bluesman Jimmy Johnson, uma lenda que, aos 83 anos, ainda respira e transpira Blues com muita intensidade. Jimmy participa na guitarra na faixa "Heap See", e é mais que um convidado, foi a inspiração para Giba desenvolver este trabalho. Para ele Giba dedicou o tema título, cuja idéia deu-se em um momento de ansiedade quando Giba estava ao volante do carro com Jimmy na carona, e o mestre afirmou categórico - "Ontem veio e se foi, o amanhã é desconhecido"; assim Giba descreve nas linhas no belo encarte do álbum.
Ainda em destaque no repertório, composições clássicas de Junior Kimbrough em "Lord Have Mercy on Me" e Freddie King em "She Put the Whammy on Me"; apresenta dois temas em parceria com Homesick Hanes "Up for No Good" e "Wrong Place, Wrong Time"; e um tema instrumental, "Catch You on the Flipside" em reverência a uma gíria de Chicago que significa "nos vemos em breve".

O álbum é um lançamento Chico Blues Records e teve a produção de Edu Gomes, arte gráfica de Dayuk Martins e fotografia de Alex Drobnick.

Giba Byblos: Tomorrow

Giba Byblos nos conta um pouco sobre o trabalho -

GC: Tomorrow retrata sua experiência de vida. O Blues é o motor dessa trajetória?
GB: Sim. Eu encaro o Blues como puro sentimento e Tomorrow é como uma "redenção" musicada. A idéia partiu do Jimmy Johnson, e a medida que a composição ia avançando eu submetia ao crivo do mestre.

GC: Neste trabalho tem mais composições autorais. Como foi o processo de criação?
GB: O Jimmy Johnson também me disse que nem sempre uma letra precisava ser verdadeira, outras nem tanto, outras sim. Sendo assim, usufruí dessa liberdade sempre atentando para o bom senso. O processo de criação foi o mais variado possível. Por exemplo, "Riverside" conta o trajeto que eu fiz com o Fabio Basili, Mauricio Sahady e Christiano Crochemore (os dois primeiros participam do CD), que desde adolescente sonhava em conhecer o Riverside Hotel, em Clarksdale, e em 2013 isso finalmente rolou.

GC: Uma honra ter Jimmy Johnson ao seu lado. Como surgiu a participação dele no disco?
GB: Eu não planejava convidar o Jimmy Johnson para participar. Sei lá, pode parecer bobeira minha, não queria incomodar o bluesman além do já estava fazendo em relação à composição da Tomorrow. Em dezembro de 2014, produzi uma segunda turnê dele aqui no Brasil e ele me perguntou se eu não ia convidá-lo a participar do CD. Não tive como recusar; o solo e a base da "Heap See" são dele.
Tomorrow é dedicado a ele.

GC: Fale um pouco sobre como se formou o grupo para esta sessão.
GB: A banda base é a que me acompanha há algum tempo, faça sol ou faça chuva - Paulinho Sorriso na bateria, Dado Tristão no piano e trombone, e o Fábio Basili no contrabaixo; nos metais, além do Dado, estão presentes o Clayton Silva no trombone e o Miquéias Nascimento no trompete. O meu irmão Adriano Grineberg fez o hammond; e também tem a guitarra solo do Mauricio Sahady. A produção só poderia ser do Edu Gomes, que também fez os shakers e pandeirola.

GC: Que equipamentos usou em Tomorrow?
GB: Todos os solos são com uma Gibson ES 355 1978, cabo George L's e um amp Fender Deluxe Reverb 1978.
Para as bases, o mesmo amp; onde há Phaser é um MXR Script e as guitas são Gibson ES 325, ES 333, ES 335 e Flying V. Usei overdrive manual e amp com volume variando entre 8 e 10, e o falante é um Eminence Canis Major de alnico.

"Catch You on the Flipside", Giba Byblos; e sucesso.



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