MILES SMILES PROJECT

08 setembro, 2013
Miles Smiles Project
Miles Smiles dá nome ao disco que Miles Davis gravou em 1967 com seu segundo quinteto, ao lado de Shorter, Hancock, Carter e Willians. Foi o terceiro registro nesta formação e já sinalizava o início de uma nova direção na música do líder.

O título do disco inspirou o organista Joey deFrancesco, o trompetista Wallace Roney e o baterista Omar Hakim a criarem mais um tributo ao mestre, o Miles Smiles Project.
Além do trio, complementam a formação, em tempos distintos, os saxes de Rick Margitza e Bill Evans, as guitarras de Larry Coryell e Robben Ford e os baixos de Ralphe Armstrong, Darryl Jones e Victor Bailey.

Todos tocaram com Miles em sua fase "elétrica", alguns ainda muito jovens, como deFrancesco que, aos 17 anos, recebeu um convite do próprio Miles para integrar seu grupo e participou do disco Amandla (1989), junto com o saxofonista Rick Margitza. Já Darryl Jones tinha um grande amigo, Vince Wilburn Jr, sobrinho de Miles e com quem tocou em suas primeiras gravações, e justamente nessa época o mestre estava procurando um novo baixista e Darryl foi convidado, integrando o grupo de Miles em 1983 e participou dos albuns Decoy (1984) e You're Under Arrest (1985). O baterista Omar Hakim está na sessão de Tutu (1986) e foi Miles quem o apresentou para o Weather Report, do qual foi o último baterista.
Ralphe Armstrong e Robben Ford não gravaram nenhuma sessão em estúdio com Miles, mas estiveram com ele nos palcos. Armstrong em 1977, cuja trajetória foi interrompida devido a um acidente de carro com Miles, que o tirou dos palcos por um tempo; e Robben Ford aparece no festival de Montreux em 1986 em uma sessão incendiária. Para Larry Coryell, Miles foi um grande amigo e um dos grandes incentivadores em sua carreira, um exemplo de liderança. Apesar de terem gravado juntos, a sessão até hoje está esquecida nos arquivos da Columbia e nunca foi lançada comercialmente.
E ninguém melhor para representar a música e a textura do sopro de Miles do que Wallace Roney, cuja influência é muito evidente em seu timbre e fraseado. Roney tocou junto com o mestre em Montreux na histórica sessão de 1991 em que Miles voltou a tocar o Jazz após 30 anos. Após sua morte, Roney integrou um dos mais expressivos grupos em tributo ao mestre, o VSOP, ao lado de Hancock, Carter, Shorter e Willians.