BONAMASSA, SEMPRE BONAMASSA: TOUR 2013

13 agosto, 2013
Joe Bonamassa no Vivo Rio

Um pouquinho de sorte é sempre bom para ganhar um convite VIP na promoção da revista Guitar Player para assistir Joe Bonamassa no Vivo Rio.
E para mim, um fã incondicional, a alegria foi imensa. É a terceira vez que o vejo ao vivo, e, como sempre, um show contagiante, afinal é o melhor guitarrista de Blues-Rock em plena atividade. Opinião particular !

Diferentemente do que estava sendo divulgado, o show não foi como no último trabalho registrado no disco Acoustic Live at Vienna, totalmente acústico, e Bonamassa trouxe sua banda base ao palco com Carmine Rojas baixo, Tal Bergman bateria e a novidade que foi a presença de Derrik Sherinian (Dream Theater e Black Country Communion) no hammond e teclados.

O show iniciou pontualmente às 8h e abriu com um set acústico, primeiramente Bonamassa solo, ao violão, com Palm Trees Helicopters And Gasoline (You & Me), no melhor ar setentão; e logo juntou-se Bergman nas tumbadoras e Derik no hammond para atacarem de Seagull (Sloe Gin), Jelly Roll (Sloe Gin), Athens to Athens (Black Rock) e Woke up Dreaming (Blues DeLuxe).
Daí pra frente a apresentação tomou outro rumo e foi um verdadeiro show com a sonoridade calorosa e envolvente da Les Paul em um set eletrizante, mostrando que o cara é realmente o número 1 nessa praia.
Dust Bowl abriu o set e Bona fez muito uso da avalanca bigsby, logo em seguida mandou Story of a Quarryman (Ballad of John Henry) numa onda bem zeppeliana. Colocou o Blues em foco e, com uma introdução narrada por Howlin Wolf, manda Who´s Been Talking em uma versão dos deuses, e a banda baixou a dinâmica para um improviso matador de Bonamassa. Mantendo a onda bluesy, Someday After a While, que gravou no album Seesaw com a cantora Beth Hart.
Largou a Les Paul e abraçou uma double-neck para atacar de Dislocated Boy (Driving Towards the Daylight), com direito a citação de Won´t Get Fooled do The Who. Delírio total !
Seguiu com Driving Towards the Daylight, Slow Train (Dust Bowl) e mandou um verdadeiro tributo a Gary Moore com Midnight Blues. Aí a casa caiu, novamente a banda baixou a dinâmica e Bonamassa acomodou o belo improviso.
E a pressão voltou com Spanish Boots (Black Rock), Song of Yesterday (Black Country Communion), Django (You & Me) e encerrou com a viajante Mountain Time. Mas a galera queria mais e Bonamassa voltou e atendeu aos pedidos - Sloe Gin e Ballad of John Henry na mais contagiante versão que já ouvi.

Bonamassa estava se sentindo à vontade, falou da alegria de estar novamente no Brasil, e principalmente no RJ, e realizou 2 horas de show, mas podia ter tocado a noite toda.
Agora é hora de começar a pixar os muros da cidade : "Bonamassa is God"

Joe Bonamassa

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