INSTRUMENTOS MUSICAIS E SUAS FAIXAS DE FREQUÊNCIAS SONORAS

29 julho, 2013

Para algumas pessoas, ouvir música é sempre um experiência; para outras, uma simples música de fundo.
O que realmente importa é a música estar presente na vida das pessoas.
Com a explosão da música digital, a compressão do registro sonoro tornou-se uma constante no universo musical, o que, por um lado, colocou o som em diversos equipamentos portáteis como iPods e tocadores de MP3, e nos permitiu também ver e ouvir música em qualquer lugar que possua acesso remoto pelo YouTube ou qualquer outro provedor de serviço de mídia.
Não que antigamente não pudéssemos levar a música conosco, não da forma tão portátil como hoje, mas o walkman fez um belo papel com as fitas cassetes.
E é essa música sem compressão que faz o disco de vinil tão atualizado nos dias de hoje.

Mas o quando o assunto é áudio, sempre há polêmica; e ouvir música em um som "dos grandes", bem acomodado, realmente é mais contagiante. Quem curte som de verdade tem uma certa nostalgia das composições formadas pelos saudosos receivers, caixas de madeira, integrados, powers, prés e tudo com uma leve potência e muita vibração no sofá. A verdade é que esses equipamentos tornaram-se bem menos acessíveis, mas ainda estão por aí, seja um modelo vintage ou um moderno equipamento.
Em alguns ambientes tornava-se necessária a inclusão de um equipamento muito comum nas configurações dos amantes do áudio - os equalizadores. Muito utilizado para ajustar o som nas características do local ou mesmo para colocar pressão nos fracos receivers, esses equipamentos sempre tiveram um lugar reservado no rack dos apaixonados por som, ainda hoje, apesar que por aqui eu já aposentei o uso deles.
E o uso dos equalizadores ainda é uma ferramenta de muita importância para o engenheiro de som.

Nos anos 80, uma revista obrigatória para os amantes do áudio era a Som Três, e dela resgatei um artigo publicado em 1998 que disserta sobre os segredos dos equalizadores, escrito pelo engenheiro Luiz Fernando Cysne, e que ilustra o alcance das frequências das notas musicais e dos instrumentos musicais.
A verdade é que nem tudo é percebido pelos nossos ouvidos, e todos os sons são influenciados, de alguma forma, pelo ambiente em que o som se propaga.

Confira o universo das frequências -

1 a 20 Hz : frequências infra-sônicas - não são audiveis e quando se apresentam geralmente produzidas por grandes orgãos, sentimos sua presença pela variação da pressão atmosférica;
20 a 40 Hz : baixas frequências - graves muito baixos;
40 a 160 Hz : graves - frequências produzidas por pianos, baterias, orgãos, baixos elétricos e instrumentos de corda;
160 a 315 Hz : graves, médios baixos - frequências fundamentais de vozes soprano a tenor estão nessa região e baixas frequências de diversos instrumentos como trompete, clarineta, oboé e flauta;
315 a 2500Hz : médios - faixa que nossos ouvidos são relativamente sensiveis; como a maioria dos instrumentos é rica em harmônicos baixos, o conteúdo de sons nessa faixa é muito grande;
2500 a 5000Hz : médios superiores - a definição e claridade dos sons devem-se bastante aos componentes dessa faixa; os vocais sempre possuem harmônicos nessa região e o volume aparente de um programa é incrivelmente influenciado por essas frequências;
5000 a 10000 Hz : altas frequências - agudos; embora essa faixa possua pouca energia, ela resulta maior brilho e muitos sons consonantais não vocais se encontram nessa frequência;
10000 a 20000 Hz : agudos superiores - essa oitava superior do espectro contem parcela ínfima de energia da maioria dos programas musicais e é facilmente perdida acusticamente em estúdios ou simplesmente não é reproduzida pelos microfones.