ELAS : JOAN OSBORNE

13 dezembro, 2012
Joan Osborne
Joan Osborne nasceu na cidade de Anchorage, Kentucky, em 1962. Mudou-se para New York no final dos anos 80 para estudar cinema, mas a vocação para cantar emergiu quando, em uma noite no palco de um bar aberto a novos talentos, interpretou o clássico God Bless th Child (Billie Holliday). A repercussão foi positiva, e não era só Billie que fazia sua cabeça, Joan se viu influenciada pelas vozes de Etta James e Ray Charles. Decidida a investir na carreira de cantora, criou seu próprio selo, Womanly Hips, com a qual fez o registro independente de suas gravações ao vivo no álbum Soul Show: Live at Delta 88.
Rendendo-se a uma gravadora maior, Mercury, Joan  fez seu disco de estréia, Relish (1995), vendendo três milhões de cópias embalado pelo tema "One of Us". O resultado foi gratificante e Joan recebeu nomeações para o Grammy nos anos seguintes, 1996 e 1997.
Em 2002, Joan participou do excelente documentário Standing in the Shadows of Motown, que retrata a história da Motown e dos Funk Brothers, grupo formado por músicos de estúdio responsável pelos grandes sucessos da gravadora; no documentário, um destaque para a vida e obra do baixista James Jamerson.
Embalada pela onda soul, grava o excelente How Sweet It Is (2002), em que interpreta clássicos do estilo dos anos 60 e 70, onda que manteve em Breakfast in Bed (2007).

Bring it on Home (2012) resgata a atmosfera do blues e deu a ela a indicação para o Grammy 2013 na categoria, diz ela -“Eu sabia quando seria o momento certo e minha voz estaria pronta, sempre quis fazer uma gravação como esta”.
E foi um desafio para ela e banda escolherem o repertório e trazer algo novo para as músicas, foram várias sessões gravadas ao vivo, em 1 ou 2 takes, no Waterfront Studios, em New York, com engenharia de som feita por Henry Hirsch, que usou uma mesa Studer de 24 canais para reproduzir o som analógico dos velhos tempos.

Joan OsborneNo repertório, o tema título, de autoria de Willie Dixon, resgata o clima original gravado por Sonny Boy Willianson;  revisita Muddy Waters em I Want to Be Loved; Al Green em Rhymes; Bill Withers em Same Love That Made Me Laugh; Ike Turner em Game of Love; e traz o clássico I Don´t Need No Doctor, imortalizado por Ray Charles e que teve uma versão incendiária pelo Humble Pie (Filmore East, 1971); e ainda Allen Toussaint em Shoo-rah Shoo-rah, que também participa do álbum.
A banda que a acompanha é formada por Andrew Carillo e Jack Petruzzelli guitarras, Keith Cotton teclados, Richard Hammond baixo, Aaron Comess bateria, Kris Jensen sax tenor, Chris Karlic sax barítono, Reggie Pittman trompete, Vaneese Thomas, Audrey Martell e The Holmes Brothers backing vocals, e as participações de Bob Pomeroy harmônica,  Allen Toussaint e Jimmy Vivino piano e arranjos dos metais.

Sobre este trabalho, Joan é bem objetiva - "Essas canções são como um remédio, elas resolvem a minha cabeça; colocam a música de volta no meu coração e na minha alma"