NOITE DE CLASSIC ROCK COM MARTIN TURNER NO RIO PROG FESTIVAL

22 setembro, 2012
Nem a noite chuvosa espantou o público para assistir no Teatro Rival o baixista Martin Turner com seu Wishbone Ash Project, grupo que foi um das mais representativos do classic rock.
E a noite concorria com o show solo e acústico do Jon Anderson do outro lado da cidade, no Imperator.

O show do Martin Turner Wishbone Ash Project foi parte da terceira edição do Rio Prog Festival, promovido pela Renaissance Discos, e que levou na noite seguinte o reencontro do grupo Bacamarte.

Martin Turner veio acompanhado pelos guitarristas Ray Hatfield e Danny Wilson e pelo baterista Dave Wagstaffe. O show dividiu-se em dois sets de cerca de 45 minutos e a proposta foi apresentar uma saudação a um dos melhores album do Wishbone Ash, Argus (1972), e talvez um dos melhores albuns da história do rock.

Platéia ansiosa, quase 1 hora de atraso para início do show marcado para 19:30h. E teve um primeiro set um tanto frio, mas com destaque para os temas clássicos Rock´n´Roll Widow (Four, 1973), The Way of the World (No Smoke with Fire, 1978) e um encerramento com No Easy Road (Argus), já antenando um promissor segundo set.  E uma das principais características do Wishbone Ash era a dualidade de guitarras representadas por Andy Powel e Ted Turner. Ray Hatfield e Danny Wilson não deram muito essa vibração formada pelas twins guitars, porém ficou bastante evidente a liderança de Ray Hatfield, abraçado com uma Strato que, particularmente, por opção de setup dele, fugiu um pouco do timbre e da sonoridade calorosa da guitarra original do Wishbone Ash. Ray tem uma presença um tanto fria no palco, sério, e tomou a frente dos improvisos em quase todos os temas. Por outro lado, já vi um Danny Wilson com muito mais pegada e atitude e um timbre muito mais caloroso vindo de sua Telecaster Thinline. Mas ambos deram o recado e o que o público queria ver era isso mesmo, muitos solos de guitarra.
E realmenbte o segundo set veio com muito mais energia e o disco Argus em destaque. Abriu com Time Was seguindo com Sometime World, King Will Come, Warrior e fechou com Blowin Free para delírio total da plateia. E a pedidos, ainda rolou Living Proof (Just Testing, 1980). As guitarras ganharam mais destaque ecoando os melódicos solos que fizeram a marca do Wishbone Ash e um Teatro Rival lotado vibrando com Ray Hatfield.

Aos 65 anos, Martin Turner ainda vibra com a música e, apesar da pouca extensão de sua voz, mostrou ainda boa forma no baixo elétrico desfilando improvisos pontuais e uma sólida base instrumental. Martin deixou o Wishbone Ash em 1996 e criou o Martin Turner´s Wishbone Ash para mostrar para as novas gerações a beleza e energia da era do clássico rock setentão revivendo o album Argus.

Impressionante como o público está carente do bom e velho rock e todos os méritos para a Renaissance Discos representada pela produção do Claudio Fonzi.

Que venha a próxima edição !