JANIVA MAGNESS, STRONGER FOR IT

04 abril, 2012
Janiva Magness lança novo e espetacular trabalho, Stronger for It, seu nono disco e terceiro pela Alligator Records.

Ela descreve este trabalho quase como uma autobiografia –
É uma coleção de músicas criada durante um período muito interessante e desafiador da minha vida, e mais uma vez aqui estou eu a um milhão de milhas de onde eu pensava que estaria e agradecida pelo dom da música no meu mundo. Dedico a todos os que ainda estão de pé, mesmo golpeados e machucados, e mesmo que a fumaça se dissipe se seguram de alguma forma porque é isso que fazemos, nos segurando por aqueles que são deixados para amar e mantê-los perto de nós. É tempo de se recuperar, rejuvenescer e recarregar, e estar de volta mais uma vez, mais forte por isso”.

Discurso que reflete sua história de vida sofrida e de recuperação, que já falamos aqui neste espaço (leia aqui).

Janiva é conhecida quase que exclusivamente como intérprete, mas neste álbum assina três faixas ao lado de Dave Darling, algo que ela não fazia desde seu primeiro trabalho em 97, "It Takes One to Know One", quando compôs uma faixa. Dave Darling também é produtor deste novo disco e ainda participa nas guitarras e backing vocals. Janiva ainda visita Tom Waits em "Make It Rain" e Ike Turner em "You Got What You Wanted".

A banda base do disco é formada pelo excelente Zach Zunis guitarra, Gary Davenport baixo, Matt Tecu bateria, Brie Darling percussão e Arlan Oscar e Jim Alfredson se revezando no piano e hammond.

Um dos melhores trabalhos de Janiva, que abre com a estonteante There It Is, um dos pontos altos do disco com uma roupagem enérgica e um baita groove além do belo solo de Zach Zunis que, como sempre, "quebra tudo"; e tem que destacar a balada Things Left Undone que é outra maravilha deste trabalho em que Janiva inicia o tema cantando à capela, como um hino, numa vibração meio gospel, dando ao tema uma beleza extraordinária; e sua veia soul transparece em Whistlin' In The Dark e I Don't Want To Do Wrong; traz uma atmosfera sessentona, meio psicodélica, na abertura de Dirty Water e fecha o disco com textura gospel em Whoop And Holler.
Um disco para rodar um bom tempo no prato.


janivamagness.com/