ELAS : JOANNE SHAW TAYLOR

25 fevereiro, 2012
Quando eu vi aquela menina branquela britânica tocando Blues tão profunda e apaixonadamente, eu fiquei de cabelo em pé”, disse o guitarrista Dave Stewart.

A menina que o ex-guitarrista do Eurythmics se referia era Joanne Shaw Taylor, na época com 16 anos, e sua habilidade com a Telecaster era tanta que o bluesman perguntou a ela se queria se juntar ao seu grupo D.U.P., que estava em turnê. Isso no ano de 2002, mas a menina estava envolvida em um contrato de gravação cuja gravadora faliu.

Ganhou sua primeira guitarra de presente de Natal, aos oito anos de idade. Cresceu ouvindo Sabbath, Slade e Zeppelin, mas quando ouviu Albert Collins no álbum "Ice Pickin", o primeiro que ela comprou, teve a certeza que queria ser uma guitarrista. Levou isso a sério e dedicou-se muito, tornando-se uma fã ardorosa do Blues.
Ganhou o título de “a nova cara do Blues”, dado pela Blues Matters, publicação britânica.

Em seu álbum de estréia, "White Sugar" (2009, Ruf Records), Joanne foi até Memphis no estúdio do produtor Jim Gaines e contou com a experiência do baterista Steve Potts e o baixo de Dave Smith, o que para ela foi um privilégio – “Trabalhar com esses caras foi fácil, os conhecia pelos trabalhos de Luther Allison e Jonny Lang, e eles não conheciam o meu trabalho até entrarmos no estúdio para a gravação. Eu os fiz ouvirem as músicas e foi fantástico, eles tem sentimento e alma, uns caras incriveis para trabalhar”.
"White Sugar" é um album totalmente autoral, e abre em grande estilo com Going Home, um cartão de visitas no mais puro Rock moderno, assim como em Watch 'em Burn. Um repertório sem impor regras e mesmo quando traz uma abordagem mais comercial, como em Just Another Word e Heavy Heart, não perde a pegada Rock. E lógico que não podia faltar um bom Blues, que se apresenta em Time Has Gone e Blackest Day, além do tema título instrumental.

White Sugar Diamonds in the Dirt

Em seu segundo álbum, "Diamonds in the Dirt" (2010, Ruf Records), o reconhecimento veio com o premiação na categoria de Best Female Vocalist pelo British Blues Awards, e o álbum chegou na oitava posição no Billboard Top Blues Albums. Um ano depois, nova premiação pelo British Blues Awards na categoria Best Female Vocalist e Songwriter of the Year pela faixa "Same As It Never Was". Neste disco, Joanne conta com o mesmo time do primeiro álbum e mostra outras texturas com uso de violão acústico e teclados, mas manteve a essência Rock, como nos temas Can´t Keep Livin Like ThisJump That Train e Let it Burn; e até mesmo quando abranda em temas como a premiada Same As It Never Was e o tema título, que traz uma atmosfera de Vultures do John Mayer.

Eu queria ter tempo para fazer meu trabalho e ter a certeza de que fiz um disco da melhor forma que eu poderia fazer”, diz Joanne.

joanneshawtaylor.com