ELAS : BETH HART

08 outubro, 2011
A californiana Beth Hart tem fascinação pela música desde criancinha, quando, aos 4 anos de idade, já tocava piano concentrada na música clássica de Bach e Beethoven. Adolescente, teve as adversidades em família tirando seu rumo - viu o pai ser preso por motivo de drogas, aos 11 anos começou a usar e abusar não só das drogas mas também de álcool, e aos 15, pela má influencia de um namorado, caiu na desgraça da heroína. Mas a música é forte e a trouxe de volta ao mundo real, fazendo-a correr atras do prejuízo movida pela emoção, e começou a cantar de verdade interpretando Etta James, Ottis Redding e Led Zeppelin.
Foi do seu encontro com o baixista Tal Herzberg, israelense que residia em LA, e com o guitarrista Jimmy Khoury que deu-se o início de uma série de apresentações, até que o produtor David Wolff, o mesmo que promoveu Cindy Lauper ao estrelado pop, a ouviu cantando e tornou-se seu manager. Meio hesitante, juntou-se à banda o baterista Sergio Gonzales e assinaram o primeiro contrato com a gravadora Atlantic.

Construiu uma ampla discografia desde o primeiro lançamento intitulado Immortal (Atlantic, 1996), apesar de algumas recaídas nas drogas e álcool ao longo desse tempo. Mas sua projeção musical deu-se pela música LA Song (Out of this town) que fez parte do seriado americano Beverly Hills, cujo sucesso ultrapassou os limites da America chegando na Europa. Seu disco "Leave the Light On" (Koch Records, 2004) chegou arrasador e seu lançamento se estendeu à Australia, Holanda, Dinamarca e Alemanha, um registro especial para ela em que se entrega emocionalmente e expressa a dor do passado. Disse ela : “Eu não estava com medo desses sentimentos porque eles foram reais, foi muito difícil mas foi só começar a cantar e partir com tudo e com vontade.”

A força de sua apresentação ao vivo realmente chama a atenção, e promoveu seu primeiro DVD de um concerto realizado no Paradiso Theater, Holanda, em 2004 (Kock Records), aqui a moça se mostra como realmente é - cheia de energia e com uma super banda, o que torna o registro um dos favoritos da sua audiência. Com pegada rock, já visitou o repertório de Jagger em Wild Horses e Zeppelin em Whotta Lotta Love.
Na discografia tem "37 days" (Universal, 2007), "Beth Hart & the Ocean of Souls" (Razz Records, 2009), "My California" (Mascot Records, 2010) e "Don´t Explain" (J&R Adventures, 2011), este com o acompanhamento luxuoso do guitarrista número 1 do blues-rock - Joe Bonamassa.

Don´t Explain traz Beth bem madura e mostra versatilidade sem perder seu ar primitivo. Faz uso das cordas na faixa título, numa atmosfera bem bluesy que também é aplicada em Your Heart Is As Black As Night e Ain't No Wayvisita um clássico do repertório de Etta James em I´d Rather Go Blind, em esplendorosa versão; se entrega ao lado Soul em Something's Got a Hold on Me; e o registro de Bonamassa muito evidente em Sinner's PrayerFor My Friends.