O VIOLÃO EM FOCO NO NOVO TRABALHO DE RODRIGO CHENTA E IVAN BARASNEVICIUS

11 maio, 2019
Não há fronteiras e não há limites para a expressão do violão. Aqui o assunto é duo de violões, um formato que, apesar da pouca exposição na mídia tradicional, registrou passagens belíssimas em nossa música instrumental, independente de geração, nas mais variadas abordagens.

O duo formado por Rodrigo Chenta e Ivan Barasnevícius vem mostrando uma originalidade ímpar na nossa música instrumental e agora é parte desta história com o lançamento do belíssimo disco Cedro, colocando o violão como protagonista. Apesar de ambos não serem, na prática, violonistas, são guitarristas, usaram os violões com pegada de guitarra e optaram por tocar de dedos em vez da palheta, sem abrir mão do uso de bends, ligados e ainda com os instrumentos com ação de cordas baixa.

O resultado deste trabalho refletiu a forma como eles realmente tocam, sem a preocupação de tocar o violão na linguagem tradicional de um violonista, principalmente com o violão de 7 cordas que aparece como elemento inovador, inspirando novas ideias, formas e, consequentemente, uma nova direção no processo de composição do duo. O mais curioso é que o violão de 7 cordas sempre está associado ao Choro e suas "baixarias"; aqui seu uso foi direcionado para conduzir novas formas de acompanhamento e ampliar as opções nos graves aplicando afinações da sétima corda em Si e Lá.
Como ambos sempre tiveram a veia da improvisação como linha base dos seus trabalhos e a guitarra como instrumento principal, a inserção de novos elementos, acústicos, só podia resultar em uma música intensa, ao mesmo tempo confortável com passagens melódicas que mantém a atenção do ouvinte por todo o trabalho.
Rodrigo Chenta está canal esquerdo, Ivan Barasnevicius está no canal direito.
Os violões foram gravados em salas separadas - Chenta em uma sala de tamanho grande, Ivan em sala de tamanho médio. Para chegar na sonoridade proposta, foram usados microfones de foco na frente do instrumento entre a boca e a décima segunda corda, um microfone de sala para pegar a reverberação do ambiente e o som de linha dos próprios captadores dos violões, compondo 3 pistas para cada instrumento. 

No repertório, composições autorais.
Rodrigo Chenta assina "Mulher Elegante" e "Água pra Madame", melódicas composições que foram dedicadas para sua esposa; "Sonhos" traz um jogo de improvisação, misturando abordagem livre com passagens escritas em um clima muito particular, um diálogo de acordes e dedilhados; "Riscaram o meu case" retrata um incidente com o case de um de seus instrumentos, cujo sentimento se transformou em música com cordas abafadas e riffs de rock.
Ivan Barasnevicius assina "Voltando de BH" e "Indo para Curitiba", inspiradas em viagens realizadas a trabalho quando sempre leva com ele seus instrumentos, no tempo destas composições foi o violão de 7 cordas o seu companheiro, cuja base dos temas foi estruturada nos mais variados lugares; "As coisas da lógica" retrata um momento de reflexão metafísica, tentando entender o porquê das coisas em paralelo à leitura de um texto do sociólogo Pierre Bourdieu que dissertava sobre as coisas da lógica e a lógica das coisas - aqui o tema traz a afinação da Mizinha em Ré, dando uma atmosfera bastante particular; "Despedida" faz homenagem ao seu saudoso avô, uma belíssima balada cuja melodia, de fato, traz um contexto de nostalgia e saudade.

"Cedro" foi gravado ao vivo por Thiago Lima Diatroptoff e Felipe Souza no Estúdio Baeta em dezembro de 2018. Mixagem e masterização por Pedro Pimentel.

www.rodrigochentaeivanbarasneviciusduo.com

AS CONEXÕES MUSICAIS DO GUITARRISTA BRUNO LARA

25 abril, 2019
Conexões é o décimo sexto disco do guitarrista Bruno Lara. Uma verdadeira jornada para o jovem músico, pós-graduando em Musicoterapia e que acumula prêmios como melhor instrumentista pelo Rio Rock Experience e melhor compositor erudito pela rádio MEC-Nacional.

Um amante incondicional das "stratos", Bruno apresenta 10 composições inéditas com arranjos autorais, sem esconder sua admiração por Frank Zappa e Jeff Beck, inserindo aqui a liberdade nos improvisos que o jazz proporciona de forma tão intensa. Como o próprio músico afirma, é um novo recomeço em sua formação musical, em que enfatiza a improvisação, sua identidade com o instrumento e as pesquisas na área de musicoterapia.

A ideia deste projeto surgiu de um encontro com o som da guitarra de seu vizinho, o também guitarrista Nicholas Martins, que cedeu seu estúdio de gravação para a construção deste trabalho e contribuiu também nos efeitos e texturas. Participam também o baixista Augusto Mattoso, o tecladista Zé Lourenço e o baterista Gabriel Barboza, e conta com as participações especiais dos guitarristas Carlos Café e Rogério Guimarães, do pianista Natan Gomes, do baixista João Gravina e do baterista Gustavo Perez.

O tema título é uma justificativa para a improvisação mais livre, aqui fluiu de forma bem intensa e, como todo tema em ré dórico, permite viagens de diversas formas e Bruno não deixou de expor sua influência por Hendrix e pelo rock progressivo, dando a liberdade do jazz na forma como conduziu o tema; "Hipnose", também gravada ao vivo, é inspirada no tema Black Napkins do Frank Zappa e traz outra grande influência sua - Jeff Beck e seu disco Blow by Blow, aqui fortemente com um clima de blues psicodélico e um toque singular no piano elétrico de Natan Gomes; "Ojik" é um rock progressivo em compasso alternado, 7/8, gravado em multi-track fazendo uso de violões, quebrando um pouco a atmosfera ao vivo e dando um ar mais acústico na sequência do trabalho;
"Abequar (O homem que voa)" traz no título uma palavra em tupi-guarani e foi inspirada por dois guitarristas - Stanley Jordan e Joe Satriani, principalmente pelo uso do tapping, e coloca no repertório uma roupagem mais abrasileirada; "A cura" traz novamente o rock progressivo em foco, aqui com influência de Steve Hacket e também em compasso alternado, 5/8, que, curiosamente, propõem o conceito de math-rock, uma denominação surgida nos anos 80 baseada em rítmicas irregulares;
"Snoopy" faz homenagem ao seu saudoso cão beagle e traz uma atmosfera de country music com pitadas de rock'n'roll, tocada sem palheta usando técnica double-stop com intervalos próximos;
"Ogaiami" tem influência em uma escala japonesa denominada Hirajōshi, de sonoridade bastante particular, e é uma faixa bem experimental, a la Robert Fripp, gravada com violão com a corda sol afinada 1 tom acima;
"Parque da Ruinas" homenageia o local homônimo na cidade do Rio de Janeiro, um tema smooth que traz uma melodia que se repete em alguns trechos, uma abordagem proposta por Hermeto Pascoal de se trabalhar com fragmentos de uma frase que se repete e se modula ao longo do tempo porém com o mesmo motivo rítmico e melódico; "Taurinamente" é uma influência do filme Birdland, protagonizado pelo baterista Antonio Sanchez que faz do instrumento o guia de todo o filme, aqui com uma introdução percussiva e Bruno usando a melodia em chord-melody fazendo citação a Little Wing (Hendrix);
fechando o disco o tema "Conexões Jazz Out Version", uma releitura da faixa título dedicada a 3 guitarristas brazucas - Nelson Faria, Aloysio Neves e Fred Andrade, com a guitarra com som clean, caloroso, caminhando em uma linguagem mais jazzística e focada na improvisação.


"Conexões" foi gravado entre dezembro de 2017 e agosto de 2018, tem direção e produção musical de Bruno Lara, mixagem e masterização por Nicholas Martins. Arte e fotografia de Nelsinho Faria.
O disco está disponível em CD físico, vinil e você também pode ouvi-lo na plataforma Spotify.

www.brunolara.mus.br/conexoes


ALFREDO DIAS GOMES TRAZ UMA PROPOSTA DIFERENTE EM SEU NOVO DISCO "SOLAR"

29 março, 2019
O baterista Alfredo Dias Gomes lança seu décimo primeiro disco solo, Solar,  totalmente autoral e inédito. Uma proposta um tanto diferente dos últimos trabalhos que tinham uma roupagem bem mais jazz-rock.
Aqui, resolveu mostrar, na raiz, como cria suas composições e fez toda a base deste trabalho usando teclados virtuais do ProTools. Basicamente, usou sons de fender rhodes. piano acústico, clavinete e mini moog, além das linhas de baixo usando o fingersbass, fretless e baixo dobrado uma oitava abaixo.
Um convidado muito especial participou ao seu lado neste trabalho como solista, o saxofonista Widor Santiago. Um convite bastante inusitado, pois, quando feito, Alfredo simplesmente disse -"Vai ser só nós dois". Curiosamente, ao final da sessão de gravação, ainda perguntou se não era melhor chamar um baixista, para uma resposta bem sincera e humorada de Widor -
"Cara, nem reparei que não tinha baixista".

Widor, aliás, participou de quase todos os discos de Alfredo Dias Gomes.

No repertório, um tema composto em 1980 a pedido de sua mãe, Janete Clair, para um personagem da novela Coração Alado que recebeu o nome de "Viajante", um baião que também foi gravado por Dominguinhos e que conta sobre um nordestino que veio ganhar a vida no Rio de Janeiro. Nessa época Alfredo tocava na banda do Hermeto Pascoal e estava respirando música brasileira.
O tema título, "Solar", foi composto em 7/4, com pegada pesada de bateria e melodia abrasileirada; "Trilhando" traz o andamento rápido do jazz com um característico walking bass; "Corais" apresenta um lado mais doce e suave, uma balada de melodia bem brasileira; "Smoky" é um jazz com atmosfera bem particular e coloca a bateria participando da melodia, dobrando juntamente com o sax. “El Toreador” foi composta em 1993 para uma trilha sonora de uma peça teatral de mesmo nome, também escrita por sua mãe, e traz tinturas hibéricas, fortemente espanholada; "Alta Tensão" entra no mundo fusion, com clima tenso e com destaque, ao final, para a bateria bem solta e improvisada. Fechando o disco, com nome bem sugestivo, a faixa “Finale”, também na atmosfera fusion, terminando com belo duo de bateria e sax em ritmo de samba.

Solar tem produção de Alfredo Dias Gomes, foi gravado e mixado por Thiago Kropf no ADG Studio e masterizado por Alex Gordon no Abbey Road Studios. A programação visual da capa é da Rec Design.
O disco está disponível em CD físico e nas plataformas digitais Spotify, iTunes e CD Baby.

Divulgação e assessoria de imprensa por Cezanne Comunicação.

O GROOVE DO BAIXISTA JORGE PESCARA

24 março, 2019
O baixista Jorge Pescara apresenta seu terceiro disco solo - Grooves In The Eden, lançado pela gravadora Jazz Station Records em parceria com Fabio Golfetti da Music Magick e distribuição no Brasil pela Tratore.
Este novo trabalho é inspirado na combinação de elementos de jazz, rock, pop, funk, R&B e música brasileira, transcendendo rótulos e estilos, se afirmando como uma fusão única e inovadora. O repertório inclui recriações de clássicos de Freddie Hubbard "Povo", Brecker Brothers "Song For Barry", Beatles "Come Together", Earth Wind & Fire "Brazilian Rhyme" e Deep Purple "Smoke On The Water", além de temas autorais em parcerias com Laudir de Oliveira "MacumBass" e Gaudencio Thiago de Mello "Plato’s Dialogues: Timaeus & Critias". Faz ainda uma homenagem a Bob James na faixa título, assinada pelo saudoso pianista Glauton Campello; e ao trio Azymuth na faixa "Azymuth Men", em especial ao seu fundador José Roberto Bertrami com quem Pescara tocou por mais de 10 anos.

Jorge Pescara toca baixo acústico e elétrico de 5 cordas, upright e piccolo fretless em diversas formações com os guitarristas André Sachs, Claudio Kote, Bernardo Bosisio e Norma Zamboni; os pianistas Glauton Campelo e João Paulo Mendonça; os bateristas Roberto Sallaberry, Claudio Infante, Cesar Machado, Luis Bertoni, David Jeronime e Paulinho Black; o celista italiano Davide Zaccaria; os percussionistas Nilson Dourado, Paulo Kayma, Ricardo Brasil, Gaudêncio Thiago de Melo e Laudir de Oliveira; e as vozes de Benita Michaheles e Carol Lopes.

Você pode adquirir o disco "Grooves in the Eden" pela plataforma Tratore e pode ouvir na plataforma Spotify.
Divulgação e assessoria de imprensa por Cezanne Comunicação.

www.jorgepescara.com.br

O PIANISTA GUSTAVO FIGUEIREDO RESGATA OS BONS COMPOSITORES BRASILEIROS

05 dezembro, 2018
O pianista mineiro Gustavo Figueiredo apresenta novo projeto em que faz uma viagem sonora com músicas de grandes compositores brasileiros que marcaram gerações e que ainda fazem história. Com clima envolvente, elegante, com sonoridade jazzística e pegadas de MPB, samba, choro e baião, Gustavo Figueiredo forma o trio ao seu lado com o baixista Adriano Campagnani e o baterista Felipe Continentino.

"A proposta é resgatar o legado musical deixado pelos compositores que foram grandes ícones da história da música brasileira e cujas canções não são frequentemente tocadas nas rádios. É uma honra tocar músicas desses grandes músicos e poder apresentá-las para as novas gerações. Escolhi compositores com quem tenho afinidade musical".

No repertório, canções de Dori Caymmi, Pixinguinha, Ary Barroso, Tom Jobim, Luiz Gonzaga, Djavan e Milton Nascimento. Além de enaltecer os grandes compositores brasileiros, é uma oportunidade de difundir a linguagem do jazz trabalhando vários elementos musicais e a criatividade dos arranjos, sempre com o objetivo de transformar a música, nunca deixá-la monótona e sempre surpreender os ouvintes.



Gustavo Figueiredo lançou em 2014 seu primeiro disco solo - { trio } - acompanhado pelo contrabaixista Pablo Souza e pelo baterista Marcio Bahia, mostrando a força da música das Minas Gerais em sinergia com o jazz contemporâneo. Neste trabaho, um repertório cheio de nuances e atmosferas muito particulares em 9 composições, 8 delas autorais e 1 composição de Milton Nascimento - "Canção do Sal".
Confira a entrevista realizada na época do lançamento do disco - https://goo.gl/YE7Gt3

{trio}

IGOR PRADO E SORRY DRUMMER DÃO PONTAPÉ INICIAL PARA NOVO TRABALHO

25 novembro, 2018
O guitarrista Igor Prado apresenta novo single, Lay Around and Love on You, o pontapé inicial de um novo repertório e de experimentações que dará o norte do seu trabalho em 2019.
Esse primeiro tema é uma releitura de um som não tão conhecido, cuja primeira versão que ele ouviu foi do Ray Charles há alguns anos. Para Igor é um blues e tem o espirito e a sensualidade do estilo, trazendo o tema com uma roupagem dos dias atuais. Neste trabalho chamou o baterista Sorry Drummer, lenda do hip-hop nacional que já tocou e produziu todo mundo da nova geração.

"Trouxemos vários elementos e sonoridades que tem um pouco dos anos 80 e 90  e que hoje fazem artistas como Bruno Mars e Lenny Kravitz, este que estou explorando ao máximo. Todo o processamento da bateria foi feito por mim, eu queria que as samples groovassem com uma guitarra mais crua, como se estivesse tocando ao vivo com as samples".
As referências para o tema foram diversas, começou na inspiração do “Family Style”, o disco do Stevie Ray Vaughan com Jimmie Vaughan produzido pelo Nile Rodgers, e o chão da música tem um riff rítmico do Chuck Berry tocado num tempo totalmente ao contrário pelo Sorry como se fosse uma colagem igual os artistas de hip-hop fazem, que eu adoro, e que, desta forma, leva a música pra outro lado. Tem também muito da soul music - Bill Withers, Robert Cray, e algumas coisas que saem da cabeça de Igor que ele nem consegue mais saber da onde vem, e pode ter certeza que vem um monte de coisas por ai, e melhor - autoral.

Você pode ouvir o novo single nas plataformas digitais Spotify, Deezer e Google Play.
Aumenta o som -

GUITARRA PREPARADA

16 setembro, 2018
Os guitarristas Rodrigo Chenta e Ivan Barasnevicius inovam com o lançamento do mais recente trabalho intitulado Guitarra Preparada. Este registro foi inspirado na obra do pianista John Cage que, no final dos anos 30, aplicou a técnica de preparação inserindo outros elementos físicos sobre o instrumento a fim de dar uma sonoridade percussiva, na época ao piano.

Aplicar este conceito na guitarra torna este trabalho inédito, e não se faz necessário rotular como música experimental ou jazz avant-garde, é a música pela música, resultado de experiências sonoras que se materializaram em estúdio. Essa ideia surgiu de uma iniciativa do Ivan Barasnevicius quando trabalhava em uma música de um trabalho específico, e Rodrigo Chenta logo comprou o projeto e o duo colocou em prática, cuja iniciativa rendeu diversas sessões em estúdio entre preparação, ensaios e execução que registraram cerca de 40 gravações.

Importante esclarecer o conceito das técnicas de guitarra estendida e guitarra preparada, ambas geram diferentes timbres e sonoridades. Primeiramente, a guitarra estendida não faz uso de uma preparação física no instrumento, como exemplo podemos batucar sobre as cordas, usar moeda em vez da palheta ou mesmo usar um arco musical.
Neste trabaho de guitarra preparada, fez-se uso de objetos como resistência de chuveiro, espátula, bottleneck, clips, sacolas, pregador de roupa, entre outras peças; tudo que estivesse em mãos e que produzisse um som diferenciado. Aqui não é a nota que protagoniza, é o timbre.

Para o título dos temas, "Proposta de Improvisação", foi seguida uma ordem numérica catalogada conforme a execução; e já existe planos para um segundo volume desta série, que tem como premissa não usar os mesmos objetos para preparação usados neste trabalho. Conforme esclarecido por Rodrigo Chenta e Ivan Barasnevicius, esta não é uma obra de improvisação livre, é música espontânea que também faz uso da improvisação idiomática.

O disco foi gravado ao vivo, sem overdubs, no estúdio Da Pá Virada.
Rodrigo Chenta usou guitarras acústica e sólida, e em algumas vozes fez uso de pedal Octave analógico; Ivan Barasnevicius usou guitarras acústica e semi-acústica.

www.rodrigochenta.com/duo
www.facebook.com/rodrigochentaeivanbarasneviciusduo

DANIELA SPIELMANN COMEMORA 20 ANOS DE CARREIRA COM O DISCO "AFINIDADES"

17 agosto, 2018
Com 20 anos de carreira, a saxofonista Daniela Spielmann comemora esse marco com novo disco, totalmente autoral - Afinidades.

Gravado com o seu quarteto base formado por Xande Figueiredo na bateria, Domingos Teixeira no violão e Rodrigo Villa no contrabaixo, o novo disco ganhou diversas participações especiais - Sheila Zagury no piano, Anat Cohen no clarinete, Silvério Pontes no trompete e flugelhorn, Alexandre Romanazzi na flauta, Dudu Maia no bandolim, Idriss Boudrioua no sax alto, Beto Cazes na percussão, Nando Duarte no violão de 7, além de uma seção de cordas  Dhyan Toffolo na viola, Matheus Ceccato no violoncelono e Oswaldo Carvalho, Rogério Rosa, Glauco Fernandes, William Doyle nos violinos.

Daniela compôs, arranjou e produziu um repertório com composições inspiradas em situações e afetos que vivenciou. Estudiosa da música brasileira, musicalmente, o novo disco abraça diversos gêneros brasileiros e hibridações como maracatu, samba-choro de gafieira, afoxé, baião, samba-latino e bossa-nova, um reflexo também da pluralidade musical do quarteto. Fortemente marcado pela brasilidade, seja pelo repertório ou pela maneira de tocar, a música do disco se inspira na premissa jazzística de criação coletiva, ao vivo, primando por sutilezas de comunicação que só o tempo e o conhecimento profundo da alma musical permitem.

Na época do lançamento do seu primeiro disco solo em 2002, "Brazilian Breath" (Rob Digital), Daniela já afirmava que a música é a maior fonte de expressão dos seus sentimentos, do seu amor pela vida e pelas pessoas; e reafirma isso agora com o lançamento de "Afinidades". Diz ela -
A afinidade ocorre quando há encontros verdadeiros, quando a gente se sintoniza com ideias, gostos e sentimentos de outra pessoa. Todas as músicas do disco são dedicadas a pessoas e situações onde a afinidade aconteceu.

O disco traz ainda faixas para estudo musical, sem os solos, e partituras em PDF para vários instrumentos.

"Afinidades" tem produção de Daniela Spielmann e é um lançamento independente.
Divulgação e assessoria de imprensa por Cezanne Comunicação.

LIVING BLUES AWARDS 2018

03 agosto, 2018


Divulgada a premiação da vigésima quinta edição do Living Blues Awards, revista especializada no estilo fundada em Chicago em 1970.

Como sempre, são duas frentes de votação, uma pela crítica especializada e outra aberta aos leitores da revista.
Em destaque, Taj Mahal, liderando a preferência em ambas as frentes não só como artista mas também como disco do ano, além de ter liderado a preferência em duas outras grandes votações em meios de grande expressão - Downbeat e Blues Music Awards. Na votação dos leitores, a unanimidade pelo nome de Buddy Guy.

Confira os premiados desta edição -

Critics’ Poll
Artist of the Year (Male): Taj Mahal
Artist of the Year (Female): Mavis Staples
Singer: Wee Willie Walker
Guitar: John Primer
Harmonica: Omar Coleman
Keyboard: Henry Gray
Bass: Benny Turner
Drums: Cedric Burnside
Horns: James "Boogaloo" Bolden
Other: Jerron "Blind Boy" Paxton, Banjo
Best Live Performer: Bobby Rush
Comeback Artist of the Year: Don Bryant
Artist Deserving More Attention: Jontavious Willis

Best Blues Albums of 2017
Album of the Year: Taj Mahal & Keb'Mo, TajMo (Concord Records)
Contemporary Blues: Mr. Sipp, Knock a Hole in It (Malaco Records)
Southern Soul: Don Bryant, Don’t Give Up on Love (Fat Possum Records)
Best Debut: Jontavious Willis, Blue Metamorphosis (no Label)
Traditional & Acoustic: Rhiannon Giddens, Freedom Highway (Nonesuch Records)
Historical Pre-war: Blue 88s: Unreleased Piano Blues Gems 1938–1942 (Hi Horse Records)
Historical Postwar: Jimmy Reed, Mr. Luck: The Complete Vee-Jay Singles (Craft Recordings)
DVD of the Year: I am the Blues, directed by Daniel Cross (Film Movement) 
Book of the Year: The Original Blues: The Emergence of the Blues in African American Vaudeville -
         by Lynn Abbott and Doug Seroff (University Press of Mississippi)
Producer of the Year (New Recording): Scott Bomar and Bruce Watson -
        Don’t Give Up on Love, Don Bryant (Fat Possum Records)
Producer of the Year (Historical Recording): Robin Cohn and Larry Cohn -
        Blue 88s: Unreleased Piano Blues Gems 1938–1942 (Hi Horse Records)

Readers’ Poll
Artist of the Year (Male): Buddy Guy
Artist of the Year (Female): Samantha Fish
Guitar: Buddy Guy
Harmonica: Charlie Musselwhite
Keyboard: Marcia Ball
Best Live Performer: Buddy Guy
Blues Singer: Buddy Guy
Blues Album of 2017 (New Release): Taj Mahal & Keb' Mo, TajMo (Concord Records)
Blues Album of 2017 (Historical Recording): John Lee Hooker, King of the Boogie (Craft Recordings)
Blues DVD of 2017: The Nighthawks, Nighthawks on the Blue Highway -
         directed by Michael Streissguth (EllerSoul Records)
Blues Book of 2017: Beyond the Crossroads: The Devil and the Blues Tradition -
         by Adam Gussow (University of North Carolina Press)

livingblues.com/

ALFREDO DIAS GOMES RESGATA REGISTRO INÉDITO CHEIO DE GROOVE

26 julho, 2018
Um registro inédito até hoje.
O baterista Alfredo Dias Gomes resgata uma sessão gravada no ano 2000 na formação de power trio ao lado do guitarrista Norman Sharp e do baixista Igor Araújo.
Este trabalho ficou arquivado por muito tempo pois na época da gravação precisava prensar na fábrica pelo menos 1000 cópias e ter uma distribuidora para colocar os CDs nas lojas. Pela dificuldade com a distribuição, o mesmo não foi prensado. Foi passando o tempo e Alfredo Dias Gomes realizou outros trabalhos, mudou equipamentos, tecnologia, e o disco acabou não lançado.
Na época, a ideia de gravar o disco veio de uma música do guitarrista Norman Sharp que um aluno apresentou para Alfredo, que gostou muito da onda e então resolveu gravar "Norman’s Funk", que abre o disco. Empolgados, decidiram gravar o disco e toda a base foi feita ao vivo no estúdio, com alguns playbacks de melodias de guitarras e teclados, estes feitos por Alfredo Dias Gomes.

Pensando que tinha perdido as sessões de gravação do disco, o sobrinho de Alfredo, Arthur, lhe mandou uma música em que estava tocando baixo em cima de uma base feita, e, para sua surpresa, era sua própria música “Ecos”, gravada só com teclados quando fez a composição. Diz ele - "Levei um susto, a música era legal e lembrei da gravação com a banda, tinha que recuperar isso." A partir daí fez uma busca em mídias arquivadas e diversos backups antigos até reencontrar o disco. No atual mundo do streaming e download, Alfredo remixou o disco, mandou masterizar online nos EUA e, agora pronto, disponibiliza para distribuição nas plataformas digitais..
O repertório traz uma pegada bem funkeada, é um power trio cheio de groove, e esse momento musical era a onda que Alfredo estava na época. Igor tinha tocado com o Tim Maia e Norman era um guitarrista com muito swing, e com ambos formou a banda perfeita para o disco que queria gravar. Na época tinha algumas músicas inéditas, foram feitos arranjos para algumas que já tinha gravado em outros discos e foi fechado o repertório. 
O tema “Renata”, autoral, foi dedicada à sua filha e gravada em seu primeiro dico solo (1991), esta que foi muito tocada na época na Globo FM e tem aqui um arranjo bem intimista. “Ladeira da Fonte”, originalmente em ritmo de afoxé no disco Atmosfera (1996), ganhou uma versão rock-instrumental. "Starlight” foi composta na mesma época da música "Ecos" e se apresenta como um pop-rock instrumental, de melodia com muito feeling. O super groove “Copa 79” é uma composição do baixista Igor Araújo, com destaque para seu solo. O funk-rock “Camaleão” foi mais tarde gravada no disco Corona Borealis (2010), mas com arranjo mais jazzístico. “Existe um Lugar” foi uma homenagem a uma casa de shows dos anos 80 de mesmo nome localizada no Alto da Boa Vista, lá onde Alfredo montou sua primeira banda instrumental, e este tema também foi gravado no primeiro disco solo do baterista e aqui ganhou uma versão jazz-rock, com destaque para o solo de bateria.

Para Alfredo, foi uma felicidade ouvir esse disco depois de 18 anos e descobrir que o mesmo continua muito legal.
18 anos depois, Norman Sharp está morando em São Paulo fazendo trilhas para documentários e compondo para um disco solo; Igor Araújo fundou o grupo Banda Du Rio e atua como baixista e diretor musical.

Você pode adquirir o disco "ECOS" na CD Baby e iTunes, e ouví-lo na plataforma digital Spotify.